Quantcast
Supply Chain 4.0

Disrupção na Supply Chain: Novo relatório diz que 2022 pode ser ano de normalização

Depois da pandemia e do início de uma guerra na Europa, a cadeia de abastecimento global tem vindo a ajustar-se para suprir as dificuldades encontradas. Agora, um novo relatório, desta feita da Crédito y Caución, explica que já há sinais de alguma normalização no setor.

Em documento publicado no seu site, a empresa explica que os constrangimentos sentidos durante os últimos meses tenderão a alivar-se, sendo que, apesar da política de Covid zero da China, será de esperar algum regresso de previsibilidade a todo o ‘sistema’.

 

“A Crédito y Caución espera que as pressões globais na cadeia de abastecimento diminuam à medida que a procura das famílias muda de bens para serviços e o encerramento de fábricas devido à pandemia termina. De facto, os dados de 2022 já mostram os primeiros sinais de relaxamento dos constrangimento e nivelamento do custo do transporte internacional”, começa por referir o relatório.

“A abordagem de tolerância zero da China à pandemia continua sendo a maior ameaça ao retorno à normalidade na cadeia de suprimentos. Embora seu impacto seja relativamente limitado, o recente fechamento de Xangai é um aviso do que acontecerá se a pandemia atingir partes mais amplas da China novamente”, explica-se no mesmo documento, abordando-se depois a questão da guerra entre Rússia e Ucrânia.

 

“Embora nem a Rússia nem a Ucrânia sejam grandes exportadores de produtos manufaturados, as sanções, os encerramentos de fábricas e as dificuldades em transportar mercadorias para fora da Ucrânia estão a afetar negativamente o setor automóvel europeu. A Rússia é também um fornecedor chave de gases nobres. A sua interrupção poderia ter um impacto na produção de semicondutores, em especial se o conflito se prolongar. Além disso, o encerramento dos portos russos poderá voltar a exercer uma pressão inflacionista sobre o custo do transporte marítimo”, termina a Crédito y Caución.