Quantcast
Supply Chain 4.0

Cargo bikes: A pedalar pela last-mile delivery

Cargo Bikes

É consensual: a utilização de cargo bikes na last-mile é um win-win, já que reduz a poluição nas cidades e melhora a experiência de entrega. Associada a microhubs, a utilização de bicicletas elétricas de carga e outros veículos de baixa emissão é o futuro de uma mobilidade urbana que se quer (e necessita) mais flexível e sustentável.

O futuro da mobilidade urbana é verde. Novos players investem no last-mile através de soluções alternativas sustentáveis, ao mesmo tempo que os operadores logísticos consolidados no mercado nacional integram na sua oferta formas inovadoras de entregas mais ecológicas e de proximidade.
Neste especial, a MOB MAGAZINE apresenta quatro projetos de mobilidade urbana sustentável, que refletem a tendência incontornável para serviços logísticos amigos do ambiente na última milha, os quais valorizam rapidez, redução de custos, problemas de tráfego e sinistralidade e, principalmente, soluções que combatem a poluição nas cidades. Tudo isto num contexto em que a last-mile está a sofrer várias disrupções, tanto pela expansão do e-commerce como pelas novas exigências dos consumidores.
Defendendo que uma das vantagens do modelo da empresa é que permite uma expansão orgânica (já que, como os meios e a infraestrutura são suaves, é possível ir ampliando a área de operação gradualmente, em função da procura), o cofundador considera, ainda assim, que “Lisboa é provavelmente a cidade mais desafiante”, uma vez que “a morfologia urbana, os pavimentos, a densidade populacional e a precisão da georreferenciação são muito variados”. Neste contexto, “sentimos que estamos preparados para expandir para quaisquer condições urbanas e periurbanas”, conclui o responsável.

Modelos de proximidade respondem a exigências dos consumidores

Diversos estudos têm vindo a demonstrar que a logística urbana realizada através de cargo bike é “a opção mais rápida, barata e ecologicamente mais correta”. Como comenta o fundador e gestor das marcas da Verso Move, em 2019 circulavam diariamente quase quinhentos mil automóveis em Lisboa, “o que não é uma situação sustentável”.
Mas, até que ponto as bicicletas elétricas de carga e outras soluções de mobilidade amigas do ambiente permitem converter os tradicionais centros de abastecimento suburbanos em soluções sustentáveis e de proximidade na last-mile?
Na opinião de Luís Miguel Rato, “este tipo de bicicleta tem potencial para melhorar o meio ambiente, a logística e o tráfego”, mas também “questões sociais enfrentadas por muitas cidades”. Para o fundador da Verso Move, a solução de cargo bike complementará a logística urbana existente e, entre outros problemas, “ajudará a resolver a poluição sonora e a sinistralidade nas cidades” portuguesas. O responsável acredita mesmo que no curto prazo, “as bicicletas de carga irão substituir as carrinhas comerciais, que são atualmente as viaturas na last-mile delivery que representam um custo mais elevado”.

Na opinião de Luís Miguel Rato, “este tipo de bicicleta tem potencial para melhorar o meio ambiente, a logística e o tráfego”, mas também “questões sociais enfrentadas por muitas cidades”.

Já para os CTT, em ambiente urbano, ter vários centros de distribuição postal de menor dimensão e com veículos elétricos atribuídos – nomeadamente cargo bikes, motociclos, triciclos e quadriciclos – “que permitam fazer uma distribuição postal maioritariamente sem recurso a veículos ligeiros de mercadorias, poderá aportar algumas vantagens, tendo em conta as características e especificidades do modelo de negócio do operador postal ou logístico”.
Na perspetiva de Rui Abranches, o outro cofundador da YOOB, “a utilização de cargo bikes é um win-win: menos poluição atmosférica e sonora, menos congestionamento, maior flexibilidade, espaço urbano mais aprazível, e, por último, uma melhor experiência de entrega”.
Como explica, o modelo da empresa de microhubs, combinado com o uso de cargo bikes e veículos de baixa emissão, resulta numa redução de gases com efeito de estufa (GEE) e menores custos de energia, capital e manutenção.
De acordo com Rui Abranches, há três pontos essenciais que diferenciam a YOOB: a eliminação da restrição da capacidade, só possível porque, em sinergia com o modelo de microhubs, os reloads das cargo bikes são feitos as vezes necessárias, sem implicar o tempo de setup de carga elevado que está associado aos tradicionais centros de fulfillment suburbanos; o setup de entrega muito reduzido, pois a bicicleta não necessita de procurar um lugar para estacionar, parando diretamente no local de entrega; e a planificação de rotas mais curtas, o que permite maior previsibilidade nos horários de entrega. Esta conjugação de sistemas em proximidade “permite a flexibilidade, a rapidez e a eficiência que hoje é exigida tanto pelas métricas de sustentabilidade como pelo consumidor final”, remata.
Defendendo uma cultura empresarial de crescimento cujo objetivo é “criar emprego de qualidade, trabalhar de forma sustentável e melhorar o dia-a-dia das cidades onde está presente” com entregas através e-scooters e e-bikes topo de gama, a Getir tem uma máxima: “queremos ser bons vizinhos”.
A empresa está “fortemente comprometida” com o mercado local e apoia os seus colaboradores, clientes e também os produtores locais. Um exemplo disso é o lançamento da categoria de produtos locais, a fim de estar mais próxima das necessidades dos consumidores, em cada cidade: “acreditamos que, em vez de produtos, vendemos tempo aos nossos utilizadores, através da velocidade proporcionada pela nossa infraestrutura tecnológica”, afirma fonte oficial da empresa. O modelo de entrega da Getir e o foco no atendimento rápido “ajudam os clientes a economizar tempo para se concentrarem nas coisas que mais lhes importam”, conclui.

Crise energética dispara volatilidade na mobilidade urbana

Cada vez mais se caminha para o conceito de smart cities e cidades sustentáveis, em que a tecnologia, os veículos alternativos e a economia circular se aliam numa lógica “verde”. Esta é a convicção dos CTT, que “estão muito empenhados em fazer parte dessa mudança”. Como referido, a empresa tem dois centros de distribuição 100% elétricos em Lisboa e o objetivo é expandir para outras cidades.
Além disso, a empresa dispõe de vários produtos que apostam nesta lógica de sustentabilidade. É o caso da rede de cacifos Locky, uma joint-venture entre os CTT e um parceiro chinês, para gerir e alargar a já existente rede de cacifos para e-commerce em Portugal e torná-la aberta a qualquer operador. Independente da marca CTT, o projeto prevê um investimento de oito milhões de euros em três anos. A Locky ambiciona instalar mil cacifos até ao final deste ano, dotando assim a maior e mais capilar rede a nível nacional”. Como um só cacifo permite a entrega para vários destinatários, “quanto mais entregas se destinarem a lockers, maior será a redução das deslocações, gerando menos emissões de carbono associadas à last-mile”, detalha fonte oficial da empresa.
No âmbito da sua prioridade em adotar produtos mais sustentáveis, além do correio verde, os CTT neutralizam na totalidade a pegada carbónica da sua oferta expresso, através de “projetos de compensação carbónica selecionados por votação do público e que promovem impactos positivos ao nível da biodiversidade e do desenvolvimento das comunidades locais”. De resto, 80% das embalagens de correio, expresso e encomendas da empresa já incorporam material reciclado. Os CTT promovem ainda a economia circular através da reutilização, e prova disso é o projeto-piloto das embalagens eco reutilizáveis (com uma vida útil estimada de até cinquenta ciclos), direcionado para os clientes de e-commerce. Por outro lado, a empresa tem em curso um projeto-piloto para reciclar máscaras descartáveis, no âmbito do qual encaminhou para reciclagem cerca de 23 mil máscaras.

Os CTT promovem ainda a economia circular através da reutilização, e prova disso é o projeto-piloto das embalagens eco reutilizáveis (com uma vida útil estimada de até cinquenta ciclos), direcionado para os clientes de e-commerce.

Na perspetiva de Rui Abranches, seja pela regulamentação – restringindo o acesso de meios mais poluentes às cidades -, seja pelo crescente compromisso do tecido empresarial, seja pela exigência dos consumidores por soluções ambientalmente mais responsáveis, “o futuro da logística urbana será necessariamente verde”. Para o cofundador da YOOB, a última milha “está, de facto, a sofrer várias disrupções”, tanto pela expansão do e-commerce como pela procura dos consumidores por entregas mais rápidas, mais repetitivas e com menor dimensão, pelo crescimento populacional, pelo custo do real estate urbano e pelo aumento do congestionamento. Em suma, “as empresas terão que rapidamente integrar soluções inovadoras para o transporte de mercadorias entre produtores, centros de distribuição e consumidores, se quiserem responder a estas tendências”.
Acresce que a atual crise energética “colocou uma pressão adicional”, como refere Rui Abranches: “o desafio de previsão de custos”. Neste aspeto, outra vantagem do modelo YOOB “é uma baixa exposição à volatilidade dos preços da energia fóssil”. Ao invés, a empresa tem uma relativa dependência da energia elétrica, “mas esta não é representativa na nossa estrutura de custos”. Como conclui o responsável, “o mercado tem vindo a mudar muito depressa e, portanto, os sistemas também terão de se adaptar”.
Acreditando no potencial do seu “serviço pioneiro”, a Getir “realizou com sucesso planos ambiciosos de expansão” na Europa e nos EUA desde janeiro de 2021, atingindo agora uma rede total de mais de 1100 g-stores e quase 40 milhões de downloads de aplicativos em nove países, entregando quase um milhão de pedidos diários.
Por sua vez, a Verso Move advoga “a certeza de que o futuro das cidades vai ser verde”. Como esclarece Luís Miguel Rato, “antes da chegada da pandemia já era considerado imperativo o combate às alterações climáticas, mas com os acontecimentos mais recentes na Ucrânia, tornou-se indiscutível e obrigatória a mudança na forma como realizamos a nossa mobilidade”. Considerando que “o mau ordenamento do território e das cidades é um problema antigo”, o fundador da empresa de transformação de veículos acredita que a maioria das cidades possui “infraestruturas deficitárias e insuficientes para as necessidades atuais”.
Neste contexto, conclui, a possibilidade de diferentes configurações e aplicações das cargo bikes, adaptando-se aos diferentes desafios presentes nas cidades, e aliada ao baixo custo e a uma mobilidade urbana amiga do meio ambiente “torna as bicicletas de carga no futuro  da last-mile delivery”.
Em conclusão, numa conjuntura de alterações climáticas, crescimento populacional exponencial nos centros urbanos e, recentemente, de uma profunda e incerta crise energética, novos e velhos players da logística urbana não têm dúvidas de que o futuro das entregas nas cidades só poderá ser verde.

 

CTT

Distribuição postal elétrica

Os CTT testaram em 2020 um novo tipo de cargo bike ecológico, dispondo atualmente não só da maior frota de bicicletas elétricas no setor da logística, como também da maior frota de veículos alternativos do País, com cerca de 350 veículos e dois centros de distribuição 100% elétricos, localizados nos bairros da Junqueira e de Arroios, em Lisboa. Foram testados vários tipos de veículo, nomeadamente as cargo bikes, embora com estes testes a empresa tenha chegado à conclusão que, “nesta fase, é mais vantajosa a utilização de outro tipo de veículos, nomeadamente bicicletas elétricas adaptadas à operação e vários motociclos, triciclos e quadriciclos elétricos”.

Cargo Bikes
Segundo fonte oficial da empresa, “a inovação está no ADN dos CTT e, por isso mesmo, procuramos e testamos constantemente novas tecnologias e novas formas de prestar o melhor serviço com o menor impacto ambiental possível”.
Muito recentemente, os CTT adjudicaram um lote de 73 veículos totalmente elétricos para reforçar vários centros de distribuição postal de norte a sul do País e ilhas, dando assim “mais um contributo decisivo para a melhoria da qualidade do ar dos grandes centros urbanos, com impacto positivo na saúde de toda a população”. Com a receção do total dos veículos são estimados, ao longo deste ano, cerca de 1,5 milhões de quilómetros puramente elétricos e 320 toneladas de CO2 evitadas, avançam os CTT.
Em plena pandemia, a empresa lançou o serviço Green Deliveries, disponível para clientes empresariais, que permite que todas as entregas nos locais contratados sejam feitas exclusivamente com veículos elétricos CTT. De referir que a frota de veículos alternativos dos CTT é usada em todo o País e também nas ilhas.

Getir

Produtos locais com entrega ultrarrápida

A Getir dedica-se à entrega de compras via e-scooters e bicicletas elétricas através do conceito fast delivery. “Pioneira no segmento de entrega ultrarrápida de compras”, a empresa dispõe de uma oferta única de aproximadamente 2000 artigos de uso diário, incluindo uma grande seleção de produtos locais, entregues em minutos, da manhã até à meia-noite, o que, segundo fonte oficial, torna o seu modelo de negócio “inovador é único no mercado”.


Com uma forte base tecnológica, a Getir constitui “uma nova forma de facilitar as compras de forma eficiente e sustentável, num modelo fortemente procurado pela economia moderna e na vida urbana”. De acordo com a empresa, uma parte essencial da sua cultura “é trabalhar e crescer em conjunto”, pelo que “os colaboradores e a sua segurança vêm em primeiro lugar”. Neste contexto, a Getir fornece equipamentos profissionais de proteção de qualidade aos motoristas, bem como top-boxes para o transporte de entregas, e na empresa ninguém usa mochila às costas durante as viagens de entrega.
A Getir lançou o seu serviço em Lisboa em outubro de 2021 e, desde então, emprega mais de 200 pessoas. A empresa lançou recentemente três novas lojas (totalizando dez, atualmente), tendo já chegado a Odivelas. Segundo fonte oficial, o objetivo para 2022 é “continuar a crescer de forma ágil e sustentável” em Portugal e nos mercados onde a empresa está presente.

Verso Move

Bicicleta elétrica reciclável em 2022

A Verso Move dedica-se à transformação de veículos de transporte de cavalos e de street food, em parceria com a ATM Horsetrucks e com a Food Trucks Factory. “Pioneira e líder no mercado de transformação de veículos”, seja em veículos de transporte de cavalos ou nas soluções inovadoras de street food (os denominados food trucks), segundo Luís Miguel Rato, fundador e gestor das marcas da Verso Move, a empresa direciona totalmente a produção dos veículos de transporte de cavalos para a venda exclusiva da marca ATM Horsetrucks, que posteriormente comercializa as viaturas a nível mundial.
Relativamente à Food Trucks Factory, a Verso Move oferece diferentes soluções na produção e transformação de veículos e atrelados em food trucks e lojas pop-up móveis. Como sublinha Luís Miguel Rato, estas lojas “têm atualmente cada vez mais procura, com as marcas a pretenderem proporcionar aos seus clientes experiências únicas”.
Paralelamente, a empresa tem vindo a consolidar a sua vertente de consultoria em marketing e comunicação de marcas que queiram encarar o negócio de rua como um complemento da operação tradicional, conclui o responsável.
Sendo uma empresa exportadora, “presente um pouco por todo o mundo”, a Verso Move centra o seu raio de ação na Europa e mercados lusófonos, mas atualmente encontra-se “sobrelotada ao nível de produção nas atuais instalações”, motivo pelo qual planeia a mudança para novas instalações, num futuro próximo.
Mas a maior novidade é que a empresa está a desenvolver uma nova bicicleta elétrica de carga, em parceria com o IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia, com chegada prevista ao mercado ainda em 2022.

Cargo Bikes
Como explica o fundador da Verso Move, a colaboração entre as duas organizações deveu-se à necessidade de a empresa melhorar o seu projeto de cargo bike, iniciado em 2021, e desenvolver uma nova zona de carga “diferenciada e inovadora”, com a convicção de que “a conexão entre o mundo empresarial e o meio académico é estruturante para a empresa”.
A cargo bike produzida pela Verso Move, “virada para a sustentabilidade e podendo vir a ser produzida com materiais 100% recicláveis”, tem como predominância o negócio de rua, ajustando-se às necessidades das diferentes áreas de negócio, e tornando-se “numa enorme mais-valia na logística urbana das nossas cidades”, sublinha o responsável. Contudo, a falta de componentes e matéria-prima para a produção, devido à atual conjuntura mundial, “tem condicionado o processo de desenvolvimento, que se encontra neste momento a limar as últimas arestas”, conclui.

YOOB

Frota multimodal de e-cargo bikes e e-Vans

Com a missão de promover a movimentação de mercadorias de uma forma totalmente sustentável e limpa, tornando-se no “parceiro número um” de entregas urbanas sustentáveis, a YOOB presta serviços na área da mobilidade urbana através de uma frota multimodal de e-cargo bikes e e-Vans, com vários microhubs. Com clientes em vários setores, principalmente no e-commerce e no retalho, incluindo a Nespresso e a Perfumes & Companhia, a empresa disponibiliza serviços como entregas ao domicílio, transferências entre lojas, ship-from-store ou ship-from-warehouse, microfulfillment e micro-armazenagem e logística inversa.

Cargo Bikes
Nas palavras de Manuel Ogando, cofundador da YOOB, “cada cliente é único e tem necessidades distintas. Temos clientes cuja preocupação principal é a entrega verde. Outros a otimização dos recursos em loja, aproveitando os tempos idle [de ócio] dos funcionários para a preparação de encomendas. Temos ainda clientes cuja preocupação é a garantia de entrega ou a segurança, e que por isso procuram uma solução de proximidade e familiaridade”. Face a estas diferentes exigências, a YOOB adapta e customiza os serviços em função das necessidades particulares de cada cliente.
A operar desde outubro de 2021, a empresa afirma, “sem reservas”, que a preocupação com a satisfação do cliente final “é transversal a todo o mercado”. Como sublinha Manuel Ogando, um dos grandes objetivos da YOOB é a devolução do touchpoint final aos seus clientes. Até porque “estes têm pouca ou nenhuma visibilidade deste último contacto da customer journey, e atualmente isso coloca um grande desafio ao marketing”.
De momento a YOOB tem cobertura total da cidade de Lisboa, e pretende expandir as suas operações, “motivada principalmente pelos clientes atuais e em pipeline, que querem poder oferecer aos seus clientes uma entrega 100% verde em mais geografias”, avança o responsável.
Defendendo que uma das vantagens do modelo da empresa é que permite uma expansão orgânica (já que, como os meios e a infraestrutura são suaves, é possível ir ampliando a área de operação gradualmente, em função da procura), o cofundador considera, ainda assim, que “Lisboa é provavelmente a cidade mais desafiante”, uma vez que “a morfologia urbana, os pavimentos, a densidade populacional e a precisão da georreferenciação são muito variados”. Neste contexto, “sentimos que estamos preparados para expandir para quaisquer condições urbanas e periurbanas”, conclui Manuel Ogando.