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Transporte de passageiros

Câmara Municipal de Lisboa quer apertar regras da mobilidade partilhada

Câmara Municipal de Lisboa quer apertar regras da mobilidade partilhada

O executivo de Carlos Moedas está a planear novas regras para a mobilidade partilhada, desde o estacionamento obrigatório, a restrição da velocidade, entre outras medidas. O novo regulamento deverá ser aprovado ainda este ano e entrar em vigor em 2023, avança a CNN Portugal.

Um dos objetivos do plano passa por eliminar o problema do mal estacionamento de trotinetes e bicicletas elétricas em Lisboa, assim como restringir as zonas de operação. O plano prevê também a introdução da capacidade de obter dados para monitorizar a atividade da mobilidade partilhada na capital. Tal tem como objetivo ajudar a “planear a rede ciclável e restante infraestrutura, designadamente estacionamentos”, mas também para “perceber o papel da micromobilidade partilhada no sistema de mobilidade de Lisboa”, ajudando a tomar “decisões baseadas em dados que são mais consistentes e eficazes”.

 

De acordo com o novo regulamento, o município quer eliminar o número de velocípedes “que são largados em qualquer lado”, causando “bloqueios à circulação pedonal, sobretudo de pessoas com mobilidade reduzida”.

As novas regras preveem ainda a restrição da circulação dos velocípedes nas zonas pedonais, a pedido de várias associações, como a Prevenção Rodoviária Portuguesa. “Nós recomendamos que as trotinetes possam circular sempre que possível nas ciclovias ou na estrada, desde que esta não tenha um limite de velocidade superior a 50 quilómetros por hora. Defendemos também que os utilizadores com menos de 16 anos apenas possam utilizar as trotinetes nas ciclovias”, afirma à CNN Portugal a vice-presidente da PRP, Rosa Pita.

 

No âmbito do novo regulamento está também previsto que os operadores adiram a “uma plataforma única adotada” pela autarquia e que haja uma “integração com o transporte público”, nomeadamente relacionada com tarifários.