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Sustentabilidade

MUBi critica falta de investimento na mobilidade ativa

MUBi revela desilusão com a proposta do OE 2023 para a mobilidade

A MUBi (Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta) revelou as áreas em que o Programa para a Ação Climática e Sustentabilidade (PACS) deve incluir investimentos e afirmou que na prioridade 2B “Mobilidade Urbana Sustentável” indica, segundo comunicado, que”(…) a transição para uma mobilidade urbana segura, acessível, inclusiva, inteligente, resiliente e de emissão zero requer um foco absoluto na mobilidade ativa, coletiva e partilhada, assente em soluções de baixas ou zero emissões”.

Para a MUBi, o PACS do Portugal 2030 exclui modos de transporte, de acordo com o comunicado,”(…) mais saudáveis, económicos, energeticamente eficientes e ambientalmente sustentáveis”, o caminhar e o uso da bicicleta, depois do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não ter destinado investimentos à mobilidade ativa.

 

Os investimentos passam por promover a mobilidade ativa através de campanhas, de modo a mudar a cultura da mobilidade em Portugal, apoios para que os municípios alarguem os sistemas públicos de bicicletas partilhadas em zonas urbanas como implementem Planos de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) e Planos Municipais de Segurança Rodoviária.

Para além disso, a MUBi indicou o incentivo a movimentos pendulares casa-trabalho em bicicleta, o reforço e capacitação técnica das estruturas e serviços públicos para a vertente da mobilidade ativa bem como o financiamento de projetos de investigação, desenvolvimento e inovação nesta área.

 

Nas áreas urbanas, mais de 30% das viagens de carro percorrem distâncias inferiores a três quilómetros enquanto 50% são inferiores a cinco quilómetros e, de todas as emissões dos transportes, perto de um quarto são provenientes dessas áreas. As distâncias, que podem ser realizadas entre 15 e 20 minutos de bicicleta ou entre 30 e 50 minutos a pé representam, de acordo com o comunicado,”(…) um potencial considerável para reduções significativas no consumo de combustíveis fósseis e de emissões de gases com efeito de estufa”.

As emissões de mobilidade e transportes em Portugal têm aumentado e, desde 2019, que é o setor com maior peso nas emissões do país, com uma percentagem de 28%.

 

Os transportes rodoviários são a principal causa da poluição do ar nas cidades e são responsáveis por mais de 95% das emissões.

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