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Portos

Portos portugueses não sofrem problemas como os da China e os de Los Angeles

O Porto de Sines teve um crescimento de 16,9% no conjunto de todos os segmentos de carga durante o terceiro trimestre de 2021.

Apesar dos problemas na cadeia logística internacional, que tem afetado a atividade dos portos europeus, chineses e americanos, a atividade portuária em Portugal não tem sido alvo dos mesmos tipos de situações, detetando-se, mesmo assim, atrasos e mudanças de preços que acontecem ao longo da supply chain, avança o jornal Expresso.

“A operação dentro do porto não teve problemas como na China e Los Angeles”, declarou o presidente do porto de Sines, José Luís Cacho. “Felizmente temos conseguido controlar as coisas em termos de pessoal. No caso concreto de Sines, as operações estão fluídas, não houve atrasos devido à pandemia”, garantiu.

 

Ainda assim, o responsável notou o “crescimento significativo de preços nos contentores e atrasos nas entregas”. Nestes aspetos, José Luís Cacho apontou que “um contentor que transita da China para Europa, ou carrega na Europa e segue para outro, tem demorado significativamente, quase o dobro do tempo que demorava”. Já um contentor que fosse de Portugal para a China passou a custar entre 12 e 15 mil euros, face aos três mil de antes da pandemia.

Por sua vez, o secretário-geral da associação Fórum Oceano, Ruben Eiras, considera o sistema português “muito bom”, uma vez que “são pioneiros na janela única portuária, evoluiu para a janela única logística, onde se faz a integração digital de toda a informação da cadeia logística”.

 

Já o diretor da Maersk nos países do Sudoeste da Europa, entre os quais Portugal, Diego Perdones, confirmou que “Portugal está a responder muito bem”. Na sua opinião, a resposta portuguesa é “adequada para gerir a procura de hoje” e a boa gestão da pandemia também permitiu que os problemas não se agravassem.