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Tecnologia

Incerteza da cadeia de abastecimento aumenta investimento em IA e automação

Incerteza da cadeia de abastecimento aumenta investimento em IA e automação

Os investimentos em automação, IA e fluxos de trabalho inteligentes, ecossistemas e sustentabilidade estão a aumentar face à incerteza da cadeia de abastecimento, que tem enfrentado desafios como a pandemia, a inflação, as alterações climáticas. A conclusão é do estudo do IBM Institute for Business Value (IBV), “Own Your Transformation“.

Em comunicado, o IBM IBV informa ainda que quase metade (47%) dos Chief Supply Chain Officers (CSCOs) inquiridos disse ter introduzido novas tecnologias de automação nos últimos dois anos e estar a usar IA para ajudar a monitorizar e rastrear o desempenho.

 

A sustentabilidade é vista pelos mesmos como um desafio e uma força para a mudança. De todos os desafios que anteveem para os próximos anos, a sustentabilidade é considerada pelos CSCOs como o terceiro maior, apenas atrás das perturbações na cadeia de abastecimento e das infraestruturas tecnológicas. O valor subiu quase 30% nos últimos três anos.

Mais de metade (52%) coloca a sustentabilidade no topo ou perto do topo da sua lista de prioridades e 50% refere que os seus investimentos em sustentabilidade vão acelerar o crescimento do negócio.

 

Dos inquiridos, 20% distinguem-se por acelerar a inovação liderada por dados para se prepararem para um futuro precário, e este grupo já está a superar os seus pares em métricas-chave, incluindo o registo de um crescimento anual de receitas 11% superior ao dos seus pares. Além disso:

  • Estão a integrar fluxos de trabalho automatizados em funções organizacionais e com os seus parceiros para terem visibilidade e insights e agirem em tempo real (mais 95% do que outros CSCOs);
  • 56% estão atualmente a operar em cloud híbrida e 60% estão a investir em infraestruturas digitais para escalar e entregar valor;
  • 58% veem oportunidades para melhorar o envolvimento do cliente em relação aos imperativos de sustentabilidade;
  • Dizem possuir um foco mais profundo na cibersegurança (quase 20% mais do que outros CSCOs).

Metodologia

Em cooperação com a Oxford Economics, o IBM Institute for Business Value inquiriu 1 500 CSCOs e Chief Operating Officers (COOs) de 35 países e 24 indústrias como parte da 26ª edição da série IBM C-suite Study. Para simplificar, o estudo refere toda a população como CSCOs.