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Supply Chain 4.0

Estudo: Entregas com qualidade e cumprir prazos são os aspetos com maior margem de melhoria

Estudo: Cumprir prazos e entregas com qualidade são os aspetos com maior margem de melhoria

O Benchmarking Supply Chain 2022, promovido pela GS1 Portugal, revelou que as entregas são o tema central de 2022, na visão dos fornecedores e retalhistas que operam no mercado nacional. O bom estado dos produtos no momento da entrega e o cumprimento das datas e prazos acordados são considerados cruciais e as principais oportunidades de melhoria nas cadeias de abastecimento nacionais.

Em comunicado, a entidade informa que o relatório de 2022 mostra um contraste nas prioridades identificadas por fornecedores e retalhistas. Para os retalhistas, os temas centrais são, por ordem decrescente de importância, o cumprimento das entregas, a comunicação entre os agentes da cadeia de valor; o alinhamento (minimização de erros nas referências e informação dos produtos) e, por fim, a gestão administrativa, que envolve a qualidade das caixas e paletes, assim como o acompanhamento da documentação necessária.

 

Já os fornecedores destacam, por esta ordem:

  1. A importância, na entrega, de processos de descarga ágeis, tempos de espera aceitáveis e a possibilidade de coordenação horária;
  2. A qualidade das entregas;
  3. Nos pedidos, unidades de encomendas adequadas e alinhamento das bases de dados;
  4. Na receção, o registo e partilha dos incidentes nas notas de entrega.

Comparativamente à edição anterior, o acondicionamento da mercadoria ganha expressão em detrimento dos temas de faturação.

 

O Benchmarking Supply Chain 2022 evidenciou ainda novas prioridades para o retalho. Os requisitos de temperatura dos alimentos diminuem de importância. Por outro lado, os erros registados entre quantidades recebidas vs. Pedidos saltaram do 30º lugar em 2021 para o segundo lugar da hierarquia. O top três das prioridades dos retalhistas relacionam-se com o pedido, suporte e documentação.

A análise da GS1 Portugal identifica ainda oportunidades de melhoria significativas nos sistemas de informação, tendo os departamentos responsáveis por estes sistemas merecido as piores classificações desta edição do estudo.

 

As conclusões deste ano são resultantes de consulta a dez retalhistas e 34 fornecedores que operam em território nacional, numa edição que contemplou, pela primeira vez, análises por categoria a cinco categorias diferentes: mercearia, lácteos e refrigerados, bebidas, higiene e beleza e congelados.