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Sustentabilidade

Conselho de Cidadãos de Lisboa defende retirar 80% dos carros de Lisboa e AML até 2048

O primeiro Conselho de Cidadãos de Lisboa, iniciativa de participação cívica promovida pela Câmara Municipal de Lisboa, defendeu retirar 80% dos carros particulares não apenas da cidade de Lisboa, mas de toda a Área Metropolitana até 2048. A iniciativa, que teve como tema as Alterações Climáticas, reuniu um grupo de 50 cidadãos selecionados através de inscrições, que foram posteriormente divididos em sete temáticas.

Segundo avança o jornal Observador, o grupo de cidadãos que trabalhou durante dois dias as questões dos “Transportes e Mobilidade” propôs ainda aproveitar todos os pacotes de fundos comunitários para garantir uma rede de transportes públicos “eficiente e regular”.

 

O mesmo grupo sugeriu a criação de testes piloto de “superquarteirões”, inteiramente pedonais. Um dos exemplos de áreas para experimentar a proposta foi o bairro de Alvalade.

Na intervenção final, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, não descartou a ideia, mas considerou ser necessário “ouvir as pessoas primeiro e chegar a um ponto de entendimento com elas” para este tipo de alterações.

 

A nível mais imediato, o grupo defendeu:

  • Recuperação e reforço das carreiras de bairro;
  • Planeamento das rotas de transporte público de forma que estejam coordenadas entre si;
  • Maior fiscalização no cumprimento dos horários das cargas e descargas;
  • Fiscalização das trotinetas e bicicletas (ponto para o qual Moedas prometeu criar um regulamento dentro em breve);
  • Instalação de sinalética com indicações dos tempos de distância a pé entre pontos de interesse na cidade;
  • Construção de silos automóveis e parques de estacionamento nas zonas periféricas da Área Metropolitana;
  • Rede de metro de superfície até 2041 com a ligação direta entre Odivelas e Cais do Sodré.

Em resposta, o presidente da Câmara Municipal respondeu que “só se ganha a batalha se for olhada a longo prazo”, justificando por isso a aposta neste momento na gratuitidade dos transportes para jovens e idosos.  “Muitas vezes há uma ideia peregrina de, de um dia para o outro, dizer que acabamos com os carros. Os carros não conseguimos acabar de um dia para o outro, e, como dizem os franceses, petit à petit, as pessoas vão deixando de usar os carros”, notou Carlos Moedas.